Big Brother, Richard e o Paredão


Oi...Boa Noite!!
A quem me lê!!!
Normalmente, passo aqui pra relatar algo que me agrada na minha vida pessoal, profissional ou na blogosfera. Mas hj cá estou eu pra falar sobre BBB, bem eu não gosto e encontrei um texto de uma pessoa que tb não curte e gostaria de compartilhar com vcs, a pessoa em questão é o Natinha, melhor dizendo Pr. Jônatas Liasch, pastor, professor de filosofia e teologia, entre outros títulos que não vem ao caso agora.
Mas a questão, é que esse cara foi muito importante na minha adolescência, pois eu já era evangélica e frequentava duas igrejas, a Assembléia de Deus e a Igreja Pedra Viva, pois é verdade eu ia em duas igrejas e assim eu passei boa parte da minha adolescência, e o Natinha pregava sempre ás sextas-feiras, em uma reunião de jovens muito boa, agradável e que foi relevante pra minha formação, pois ali eu aprendi príncipios que trago até hj, com relação a religiosidade, Bíblia, Internet, liberdade, espiritualidade, Deus, família, música, vida pessoal enfim tudo de bom, foi tudo de bom pra minha vida!!!
E recentemente, encontrei o Natinha no facebook, o que muito me alegrou pois ele é muito inteligente e sabe o que diz, e sabe a que veio...gosto dele!!
Ah!vamos ao texto:

Big Brother, Richard e o Paredão

Curioso é o título de “reality show”. De “reality” quase nada, de “show” só o material editado. A sociedade pós-moderna habituou-se a encontrar refúgio para seus desassossegos na superficialidade do entretenimento da TV. É mais fácil se esconder nas doenças e paranóias dos outros do que enfrentar os conflitos pessoais e resolve-los. Fala-se muito sobre o comportamento humano exposto no programa. Contudo, tal exposição passa por articulações as mais bizarras possíveis, fazendo com que os relacionamentos da casa mantenham a audiência do show.

O Big Brother pode ser muita coisa, menos um show da realidade, a não ser que você aceite a realidade como algo induzido e programado. Se aquilo é real, não sei o que vivo aqui fora. A realidade do programa se resume ao fato de todos os personagens serem pessoas reais com identidade própria, não são fictícios. E acaba aí. Tudo o mais é plástico e dirigido para que os telespectadores acreditem que as situações dentro da casa sejam verdadeiras e espontâneas. É muito grande a crença de que as pessoas ali confinadas são realmente como aparecem no programa.

Há uma áurea de naturalidade na apresentação do programa. Mas tudo é pré-combinado. Desde a escolha dos protagonistas que, invariavelmente possuem físico atraente – homens “sarados” e mulheres “malhadas” ou siliconizadas até às roupas ou a ausência delas que também é algo trabalhado propositadamente. Exaustivas pré-entrevistas com os participantes ajudam a levantar as potencialidades e fragilidades de cada um, dando munição ao diretor bem como ao apresentador do programa munição para instigarem os “brothers” uns contra os outros.

E isso me assusta no Big Brother. Fico atemorizado com a possibilidade de ver aflorar personalidades ou atitudes ocultas e sinistras durante o período de confinamento. Quem pode garantir que alguém não se utilize do programa para criar uma fama proveitosa e descabida? Todos os que estão na casa estão plenamente cientes das implicações de seus atos? Estamos falando de uma audiência de mais de 30 milhões de telespectadores. O que um público desse pode fazer com a cabeça de um protagonista possivelmente desequilibrado?

Não, não estou exagerando. Veja o que aconteceu nos Estados Unidos, na segunda edição do programa, veiculada em 2001, o participante Justin Sebik foi expulso da casa depois que ameaçou a colega Krista Stegall. Os dois se beijavam na casa quando ele encostou uma faca em sua garganta e disse: "Você ficaria brava se eu simplesmente a matasse?" Stegall processou depois a rede de televisão CBS, que transmite o programa nos Estados Unidos. Alguns desses reality shows já provocaram assassinatos na América do Norte.

Agora, o que impressiona é o fato de ver algumas coisas acontecerem nesses programas: Os protagonistas tratados como objetos, uma manipulação indisfarçável de comportamento, a busca da fama a qualquer custo, cenas editadas tendenciosamente para privilegiar determinados concorrentes e contratos pré-assinados com revistas eróticas. Aliás, “pouca roupa” diz o escritor Carlos Lombardi “é norma, de 'Malhação' à 'Lost'. É uma tendência do mercado". Tudo isso é realmente nojento e mostra como a Televisão pode se transformar num instrumento de re-orientação de comportamento.

Assistir TV requer muita responsabilidade. É preciso saber separar o real do “reality”, a vida do show. A vida real impõe paredões todos os dias. Ameaças, invejas, raivas, ressentimentos, medos, ansiedades estão nos esperando a cada nova manhã. O “espelho mágico” dita regras para uma vida irreal. O que é real o é de fato. Não é de “plástica”, nem medido por audiência.

Para mim, o mais real de todos os “reality shows” é um programa produzido na TV Tcheca. Foram instaladas 16 câmeras que estão acompanhando continuamente a vida de um gorila macho de nome Richard, três fêmeas e um filhote em uma área que inclui "aposentos" e um "jardim" dentro do zoológico da capital, Praga. Pelo menos ali não se impressiona ou obriga os concorrentes a fazerem o que o diretor ou o patrocinador quer. Quem vai ter coragem de colocar Richard no paredão? É, o mundo real ainda existe e chama a atenção.

3 comentários:

Album disse...

Oi querida!!!
Adorei o novo visual do blog :)
Esse texto é muito legal e agora mesmo estava conversando com meu chefe, de como tudo ali é manipulado.
Gostei e vou até passar esse texto pra ele ler.
Beijão

Lilian Amorim disse...

Estava logada em outra conta...rs

Lu disse...

Oi Vania, gostei muito do texto... pra falar bem a verdade já gostei, mas agora já não me faz ficar em frente a tv assistindo!
Estou tentando te seguir mas sempre aparece o blog da minha filha no lugar do meu...
So consigo seguir se estiver o ícone la em cima do blog, não sei porque!
Vou tentar...
Bjus

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Big Brother, Richard e o Paredão


Oi...Boa Noite!!
A quem me lê!!!
Normalmente, passo aqui pra relatar algo que me agrada na minha vida pessoal, profissional ou na blogosfera. Mas hj cá estou eu pra falar sobre BBB, bem eu não gosto e encontrei um texto de uma pessoa que tb não curte e gostaria de compartilhar com vcs, a pessoa em questão é o Natinha, melhor dizendo Pr. Jônatas Liasch, pastor, professor de filosofia e teologia, entre outros títulos que não vem ao caso agora.
Mas a questão, é que esse cara foi muito importante na minha adolescência, pois eu já era evangélica e frequentava duas igrejas, a Assembléia de Deus e a Igreja Pedra Viva, pois é verdade eu ia em duas igrejas e assim eu passei boa parte da minha adolescência, e o Natinha pregava sempre ás sextas-feiras, em uma reunião de jovens muito boa, agradável e que foi relevante pra minha formação, pois ali eu aprendi príncipios que trago até hj, com relação a religiosidade, Bíblia, Internet, liberdade, espiritualidade, Deus, família, música, vida pessoal enfim tudo de bom, foi tudo de bom pra minha vida!!!
E recentemente, encontrei o Natinha no facebook, o que muito me alegrou pois ele é muito inteligente e sabe o que diz, e sabe a que veio...gosto dele!!
Ah!vamos ao texto:

Big Brother, Richard e o Paredão

Curioso é o título de “reality show”. De “reality” quase nada, de “show” só o material editado. A sociedade pós-moderna habituou-se a encontrar refúgio para seus desassossegos na superficialidade do entretenimento da TV. É mais fácil se esconder nas doenças e paranóias dos outros do que enfrentar os conflitos pessoais e resolve-los. Fala-se muito sobre o comportamento humano exposto no programa. Contudo, tal exposição passa por articulações as mais bizarras possíveis, fazendo com que os relacionamentos da casa mantenham a audiência do show.

O Big Brother pode ser muita coisa, menos um show da realidade, a não ser que você aceite a realidade como algo induzido e programado. Se aquilo é real, não sei o que vivo aqui fora. A realidade do programa se resume ao fato de todos os personagens serem pessoas reais com identidade própria, não são fictícios. E acaba aí. Tudo o mais é plástico e dirigido para que os telespectadores acreditem que as situações dentro da casa sejam verdadeiras e espontâneas. É muito grande a crença de que as pessoas ali confinadas são realmente como aparecem no programa.

Há uma áurea de naturalidade na apresentação do programa. Mas tudo é pré-combinado. Desde a escolha dos protagonistas que, invariavelmente possuem físico atraente – homens “sarados” e mulheres “malhadas” ou siliconizadas até às roupas ou a ausência delas que também é algo trabalhado propositadamente. Exaustivas pré-entrevistas com os participantes ajudam a levantar as potencialidades e fragilidades de cada um, dando munição ao diretor bem como ao apresentador do programa munição para instigarem os “brothers” uns contra os outros.

E isso me assusta no Big Brother. Fico atemorizado com a possibilidade de ver aflorar personalidades ou atitudes ocultas e sinistras durante o período de confinamento. Quem pode garantir que alguém não se utilize do programa para criar uma fama proveitosa e descabida? Todos os que estão na casa estão plenamente cientes das implicações de seus atos? Estamos falando de uma audiência de mais de 30 milhões de telespectadores. O que um público desse pode fazer com a cabeça de um protagonista possivelmente desequilibrado?

Não, não estou exagerando. Veja o que aconteceu nos Estados Unidos, na segunda edição do programa, veiculada em 2001, o participante Justin Sebik foi expulso da casa depois que ameaçou a colega Krista Stegall. Os dois se beijavam na casa quando ele encostou uma faca em sua garganta e disse: "Você ficaria brava se eu simplesmente a matasse?" Stegall processou depois a rede de televisão CBS, que transmite o programa nos Estados Unidos. Alguns desses reality shows já provocaram assassinatos na América do Norte.

Agora, o que impressiona é o fato de ver algumas coisas acontecerem nesses programas: Os protagonistas tratados como objetos, uma manipulação indisfarçável de comportamento, a busca da fama a qualquer custo, cenas editadas tendenciosamente para privilegiar determinados concorrentes e contratos pré-assinados com revistas eróticas. Aliás, “pouca roupa” diz o escritor Carlos Lombardi “é norma, de 'Malhação' à 'Lost'. É uma tendência do mercado". Tudo isso é realmente nojento e mostra como a Televisão pode se transformar num instrumento de re-orientação de comportamento.

Assistir TV requer muita responsabilidade. É preciso saber separar o real do “reality”, a vida do show. A vida real impõe paredões todos os dias. Ameaças, invejas, raivas, ressentimentos, medos, ansiedades estão nos esperando a cada nova manhã. O “espelho mágico” dita regras para uma vida irreal. O que é real o é de fato. Não é de “plástica”, nem medido por audiência.

Para mim, o mais real de todos os “reality shows” é um programa produzido na TV Tcheca. Foram instaladas 16 câmeras que estão acompanhando continuamente a vida de um gorila macho de nome Richard, três fêmeas e um filhote em uma área que inclui "aposentos" e um "jardim" dentro do zoológico da capital, Praga. Pelo menos ali não se impressiona ou obriga os concorrentes a fazerem o que o diretor ou o patrocinador quer. Quem vai ter coragem de colocar Richard no paredão? É, o mundo real ainda existe e chama a atenção.

3 comentários:

Album disse...

Oi querida!!!
Adorei o novo visual do blog :)
Esse texto é muito legal e agora mesmo estava conversando com meu chefe, de como tudo ali é manipulado.
Gostei e vou até passar esse texto pra ele ler.
Beijão

Lilian Amorim disse...

Estava logada em outra conta...rs

Lu disse...

Oi Vania, gostei muito do texto... pra falar bem a verdade já gostei, mas agora já não me faz ficar em frente a tv assistindo!
Estou tentando te seguir mas sempre aparece o blog da minha filha no lugar do meu...
So consigo seguir se estiver o ícone la em cima do blog, não sei porque!
Vou tentar...
Bjus

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Vania
“…Aos olhos do Pai, eu sou uma obra-prima que Ele planejou e com suas próprias mãos pintou…A cor da minha pele, os meus cabelos desenhou,cada detalhe um toque de amor…Nunca deixo alguém dizer que não sou querida, antes de eu nascer, Deus sonhou comigo…” Minha versão. (Ana Paula Valadão) Sou uma pessoa muito feliz, e muito amada pelo meu Deus, pelo meu marido, minha família e meus amigos.
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